quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Hoje é Dia de Nossa Senhora dos Navegantes - Iemanjá

Repassando ...

 

Mensagem: Hoje é Dia de Nossa Senhora dos Navegantes - Iemanjá

Nossa Senhora dos Navegantes (Nossa Senhora das Candeias)


Consta que o início da devoção à Nossa Senhora dos Navegantes originou-se na Idade Média por ocasião das Cruzadas, quando os cristãos invocavam a proteção de Maria Santíssima. Sob o título de "Estrela do Mar", rogavam sua proteção os cruzados que faziam a travessia pelo Mar Mediterrâneo em direção à Palestina.


É a padroeira não só dos navegantes, mas também de todos os viajantes. Tal tradição foi mantida entre os marítimos e foi difundida pelos navegadores portugueses e espanhóis, disseminando-se entre os pescadores litorâneos principalmente nas terras colonizadas pela Espanha e Portugal. As conseqüências foram a multiplicação de capelas, igrejas e santuários nas regiões pesqueiras, particularmente no Sul do Brasil, onde a concentração de cidades que a veneram como padroeira é significativamente expressiva.


A estátua de Nossa Senhora dos Navegantes foi trazida pelos portugueses no século XVIII,em uma das viagens feitas de Portugal para o Brasil. O dia do ano dedicado a Nossa Senhora dos Navegantes é 2 de fevereiro.


A designação Nossa Senhora dos Navegantes, originou-se no século XV, com a navegação dos europeus, especialmente dos portugueses.


Aqueles que viajavam, pediam proteção à Nossa Senhora, para retornarem salvos à pátria.


O simbolismo da mulher corajosa e orientadora dos viajantes, fez com que Maria fosse vista como uma eterna vencedora dos inimigos das tempestades.


Costuma-se festejar o dia que lhe é dedicado, com uma grande procissão fluvial no Brasil.


Também conhecida pelos devotos como festa de Nossa Senhora das Candeias é comemorada desde o século IV, substituindo os ritos pré-cristãos da fertilidade.


Candeias são pequenos aparelhos de iluminação, suspensos por um prego, com recipientes de folha-de-flandres, barro, ou outro material, abastecidos com óleo, no qual se embebe uma torcida.


Segundo a lei mosaica, todo filho varão deve ser apresentado no Templo após quarenta dias do seu nascimento, onde a mãe é submetida a um ritual de purificação.Nossa Senhora se submeteu a essa lei, apresentando o menino Jesus no Templo Sagrado.


Esta festividade dos luzeiros foi denominada "Candeias", porque ainda hoje percorre-se o caminho que Maria fez até o Templo. Os fiéis seguem em procissão, levando nas mãos velas acessas.


Nossa Senhora das Candeias é a padroeira dos alfaiates e das costureiras.



Oração a Nossa Senhora dos Navegantes


Ó Nossa Senhora dos Navegantes,


Mãe de Deus,


Criador do céu, da terra, dos rios, dos lagos e dos mares.


Protegei-me em todas as minhas viagens,


Dos ventos, tempestades, borrascas,


Raios e ressacas para que não perturbem minha viagem,


E que nenhum incidente ou imprevisto cause alteração,


Ou atrase a minha viagem,


Nem me desvie da rota traçada.


Virgem Maria,


Senhora dos Navegantes,


Minha vida é uma travessia de um mar turbulento.


As tentações, os fracassos e as desilusões


São ondas impetuosas,


Que ameaçam afundar minha frágil embarcação


No abismo do desânimo e do desespero.


Nossa Senhora dos Navegantes,


Nas horas de perigo eu penso em vós.


O medo desaparece,


O ânimo, a disposição de lutar


E de vencer fortalecem-me.


Com a vossa proteção e a bênção de seu filho.


A embarcação da minha vida há de ancorar segura


E tranqüila no porto da eternidade.


Nossa Senhora dos Navegantes,


Rogai por nós,


Amém.




Iemanjá

Iemanjá (yemanjá), a Rainha do Mar, mãe de quase todos os orixás, é exaltada por negros e brancos. Iemanjá, possui vários nomes: sereia do mar, princesa do mar, rainha do mar, Inaé, Mucunã, Dandalunda, Janaína, Marabô, Princesa de Aiocá, Sereia, Maria, Dona Iemanjá; dependendo de cada região, mas sua origem vem da África. "A Iemanjá brasileira é resultado da miscigenação de elementos europeus, ameríndios e africanos".


"Afrodite brasileira", Iemanjá é a padroeira dos amores e muito solicitada em casos de desafetos, paixões conflituosas, desejos de vinganças, tudo pode ser conseguido caso ela consinta. Iemanjá exerce fascínio nos homens, sua beleza é o esteriótipo da beleza feminina: Longos cabelos negros, feições delicadas, corpo escultural e muito vaidosa.


Têm poderes sobre todos aqueles que entram em seu domínio, o mar. Venerada e respeitada por pescadores e todos aqueles que vivem no mar, pois a vida dessas pessoas estão em suas mãos, segunda a lenda é ela quem decide o destino das pessoas que adentram seu império: enseadas, golfos e baías. Dona de poderes, a tranquilidade do mar ou as tempestades estão sob o seu domínio.


No sincretismo religioso, Iemanjá tem identidade correspondente a outros santos, como na igreja católica é Nossa Senhora de Candeias, Nossa Senhora dos Navegantes, Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora da Piedade e a Virgem Maria.


Em cada lugar do Brasil Iemanjá é festejada, mas as datas diferem de um lugar para outro. No Rio de Janeiro seu culto é festejado no dia 31 de Dezembro, junto à passagem de ano, onde os devotos oferecem oferendas: Velas, espelhos, pentes, flores, sabonetes e perfumes... na esperança de que ela leve todas as tristezas, problemas e aflições para o fundo do mar e traga dias melhores. Na Bahia sua data é comemorada no dia de Nossa Senhora das Candeias, 2 de fevereiro. Venerada nos Candomblés da Bahia, recebe muitas homenagens e oferendas.


Iemanjá também é conhecida como deusa lunar, rege os ciclos da natureza que estão ligados a água e caracteriza a "Mudança", na qual toda mulher é submetida devido a influência dos ciclos da lua.


Mãe de quase todos os órixas, é a deusa da compaixão, do perdão e do amor incondicional.


Casada com Oxalá, Iemanjá é o arquétipo da maternidade. Outras vezes Iemanjá continua bela, mas pode apresentar-se como a Iara, metade mulher, metade peixe, as sereias dos candomblés do caboclo.


Nota: Em Cuba, Yemayá também possui as cores azul e branca, é uma rainha do mar negra, assume o nome cristão de La Virgen de la Regla e faz parte da Santeria como santa padroeira dos portos de Havana.


MITOLOGIA - LENDA (Arthur Ramos)


















Com o casamento de Obatalá, o Céu, com Odudua, a Terra, que se iniciam as peripécias dos deuses africanos. Dessa união nasceram Aganju, a Terra, e Iemanjá (yeye ma ajá = mãe cujos filhos são peixes), a Água. Como em outras antigas mitologias, a terra e a água se unem. Iemanjá desposa o seu irmão Aganju e tem um filho, Orungã.


Orungã, o Édipo africano, representante de um motivo universal, apaixona-se por sua mãe, que procura fugir de seus ímpetos arrebatados. Mas Orungã não pode renunciar àquela paixão insopitável. Aproveita-se, certo dia, da ausência de Aganju, o pai, e decide-se a violentar Iemanjá. Essa foge e põe-se a correr, perseguida por Orungã. Ia esse quase alcançá-la quando Iemanjá cai no chão, de costas e morre. Imediatamente seu corpo começa a dilatar-se. Dos enormes seios brotaram duas correntes de água que se reúnem mais adiante até formar um grande lago. E do ventre desmesurado, que se rompe, nascem os seguintes deuses: Dadá, deus dos vegetais; Xango, deus do trovão; Ogum, deus do ferro e da guerra; Olokum, deus do mar; Oloxá, deusa dos lagos; Oiá, deusa do rio Niger; Oxum, deusa do rio Oxum; Obá, deusa do rio Obá; Orixá Okô, deusa da agricultura; Oxóssi, deus dos caçadores; Oké, deus dos montes; Ajê Xaluga, deus da riqueza; Xapanã (Shankpannã), deus da varíola; Orum, o Sol; Oxu, a Lua.


Os orixás que sobreviveram no Brasil foram: Obatalá (Oxalá), Iemanjá (por extensão, outras deusas-mães) e Xango (por extensão, os outros orixás fálicos).


Com Iemanjá, vieram mais dois orixás yorubanos, Oxum e Anamburucu (Nanamburucu). Em nosso país houve uma forte confluência mítica: com as Deusas-Mães, sereias do paganismo supérstite europeu, as Nossas Senhoras católicas, as iaras ameríndias.


A Lenda tem um simbolismo muito significativo, contando-nos que da reunião de Obatalá e Odudua (fundaram o Aiê, o "mundo em forma"), surgiu uma poderosa energia, ligada desde o princípio ao elemento líquido. Esse Poder ficou conhecido pelo nome de Iemanjá.


Durante os milhões de anos que se seguiram, antigas e novas divindades foram unindo-se à famosa Orixá das águas, como foi o caso de Omolu, que era filho de Nanã, mas foi criado por Iemanjá.


Antes disso, Iemanjá dedicava-se à criação de peixes e ornamentos aquáticos, vivendo em um rio que levava seu nome e banhava as terras da nação de Egbá.


Quando convocada pelos soberanos, Iemanjá foi até o rio Ogun e de lá partiu para o centro de Aiê para receber seu emblema de autoridade: o abebé (leque prateado em forma de peixe com o cabo a partir da cauda), uma insígnia real que lhe conferiu amplo poder de atuar sobre todos os rios, mares, e oceanos e também dos leitos onde as massas de águas se assentam e se acomodam.


Obatalá e Odudua, seus pais, estavam presentes no cerimonial e orgulhosos pela força e vigor da filha, ofereceram para a nova Majestade das Águas, uma jóia de significativo valor: a Lua, um corpo celeste de existência solitária que buscava companhia. Agradecida aos pais, Iemanjá nunca mais retirou de seu dedo mínimo o mágico e resplandecente adorno de quatro faces. A Lua, por sua vez, adorou a companhia real, mas continuou seu caminho, ora crescente, ora minguante..., mas sempre cheia de amor para ofertar.


A bondosa mãe Iemanjá, adorava dar presentes e ofereceu para Oiá o rio Níger com sua embocadura de nove vertentes; para Oxum, dona das minas de ouro, deu o rio Oxum; para Ogum o direito de fazer encantamentos em todas as praias, rios e lagos, apelidando-o de Ogum-Beira-mar, Ogum-Sete-ondas entre outros.


Muitos foram os lagos e rios presenteados pela mãe Iemanjá a seus filhos, mas quanto mais ofertava, mais recebia de volta. Aqui se subtrai o ensinamento de que "é dando que se recebe".


Fonte: Deusa Iemanjá

 
Meu respeito e admiração pela cultura e a crença.

Saudação à Iemanjá, a Rainha do Mar: Odô-fe-iaba! Odô-fe-iaba! Odô-fe-iaba!




Iemanjá


Significado: iya; mãe. Omo; filho. Eja, peixe


Dia da semana: Sábado


Cores: branco e azul (cristal translúcido)


Saudação: O doiá! (odo, rio)


Elemento: água


Domínio: mar, água salgada


Instrumento: abebê (espelho)


Iemanjá é proveniente de uma nação chamada Egbá, na Nigéria, onde existe um rio com o mesmo nome deste orixá.


Ela seria filha de Olokum (mar) e mãe da maioria dos Orixás. Sua cor é branca, associada ao orixá Oxalá e juntos teriam feito a criação do mundo.


Na África, Iemanjá é associada à fertilidade e fecundidade.


Nas danças míticas, seus iniciados imitam o movimento das ondas executando curiosos gestos, ora como se estivessem nadan¬do no mar, abrindo os braços, ora levando as mãos à testa e ele¬vando-as ao céu, indicando as variações das ondas do mar.


Iemanjá segura um leque de metal e um espelho. Tem diversos nomes (ou qualidades) referentes à diversidade e às diferentes profundidades dos trechos do rio "Yemoja".


Iemanjá representa a criação efetivada. O seu leque, chamado abebê, tem em seu centro um recorte, onde surge o desenho de uma sereia. Em outros modelos deste apetrecho, constam a lua e a estrela.


Complacente e pródiga, é responsável pela pescaria farta, além da vida com abundância de alimentos. Ela não lembra a volúpia das sereias das lendas européias ou a Iara dos mitos indígenas, mas é representada e cultuada com muito respeito, pois é a mãe da criação.


Salve Iemanjá, Rainha do Mar...

terça-feira, 30 de novembro de 2010

CABOCLO VENTANIA

Conto essa história narrada pelo próprio espirito de caboclo Ventania; Nome hoje usado por ele em alguns de seus médiuns.

Viveu em sua ultima encarnação como índio sherokee ou (cherokee) em uma vila as margens de um rio. Em cherokee se dava o nome de Tanasi que pela expressão fonética certo inglês assim o traduziu por Tenessee em uma extensão de terra que iria até o rio ocanuofee.

Suas mulheres Indias cuidavam da lavoura,plantação de milho e aboboras,eram bordadeiras por excelência,e tinham o respeito de seus homens que as cultuavam como deusas.

Os indios por sua vez cuidavam da caça de ursos, da pesca ,da espiritualidade e da cura.

Muito inteligentes tinham por habilidade natural entender e ou aprender rapidamente diversas ,linguas de outras tribos,ou mesmo quando da invasão dos europeus as terras americanas ( ingleses , franceses e holandeses).

Ventania era caçador e Shaman de sua tribo,pois aos homens fortes em enfrentar ursos e bisontes ou bisons (uma espécie de Buffalos ) acreditavam eles que os deuses davam a estes caçadores força espiritual para praticar tal bravura.

Os Shamans cherokeses ou yroqueses cuidavam de doenças passavam a receita vinda de seus ancestrais a suas mulheres para manipula-las,pois acreditavam que as mulheres assim como o dom de dar a luz,ao manipular uma receita daria também a energia de cura a quem estava enfermo.

Conversavam com es espiritos e os consultavam para tudo o que faziam,portanto em uma vida primitiva já tinham a essência espiritual em suas veias.

Ventania nos conta que eles já faziam em formas de desenhos suas poesias,amavam a natureza como todo indio em qualquer nação, esta encarnação se deu a 700 anos atrás.

Seu desencarne se deu quando na disputa por seu amor,a tribo tinha por hábito quando uma india era pretendida por dois ou mais indios, eles disputavam em luta.

O perdedor, ou entendia e se convencia da derrota ou pedia para ser morto pelo vencedor,e foi oque aconteceu.

A india em questão iria ser disputada por ele e outro indio que tinha o nome de chuva vermelha por ser muito rápido com flechas onde em suas pontas eram colocadas em chamas,daí o nome de chuva vermelha.

Ao perder a luta Chuva vermelha disse que não 0 mataria; pois o respeitava pelas inúmeras curas,e pelas inúmeras caças que Ventania já havia feito para a aldeia.

Porém, Ventania inconformado com a derrota, pediu que o matasse pois o mundo seria ruim para ele sem a moça.

E foi o que aconteceu.

Com uma machadada na cabeça ele desencarnou.

Por ter pedido sua morte o mesmo se encontrou por longos anos no Umbral,onde somente quando encontrou-se com Balthazar ( nome celestial do espirito de São Jorge na terra )

Este mensageiro do espaço o levou para esferas de evolução onde hoje ele trabalha como espirito de luz.

O nome Ventania foi escolhido por ser mais parecido como Raio de vento que ele teve em sua encarnação.

Raio de vento devido a sua velocidade com que caçava buffalos e veados.

Este é o Caboclo Ventania que conhecemos e adimiramos e a seguir alguns de seus hábitos.


Oferendas para Ventania: Vinho tinto suave suco de milho.


Comida : Tudo a base de milho,abóboras ,camarão Rosa, peixes


Pedras: cascalhos, basaltos , quartzo verde.Flores: Girassol ,Rosas amarelas


Dia de comemoração a Ventania: 21/02


Seu amuleto: sempre a base de pedras ou algo de couro.


Sua imagem: Usa ele um cocar que vai até os pés,com calça de couro de urso,tem em média 1,80 cm de altura,cabelos lisos bem compridos castanhos escuros,pele vermelha cristalina,olhar acolhedor. asim ele se apresenta as muitas pessoas que o vê no astral,onde a narrrativa é sempre a mesma


Em terra Ventania trabalha com desobsessão,cura e aconselhamento .






http://grupoboiadeirorei.blogspot.com/

CABOCLO SETE FLECHAS

Caboclo 7 Flechas



Queridos irmãos Caboclos são entidades iluminadas, são guerreiras por criação, nada se pede aos Caboclos sem ter uma resposta, mas lembre-se esta entidade pede que o filho sempre lute por seus objetivos.

Para falarmos de determinada Entidade temos que levar em consideração diversos pontos, para afirmar então que essa ou aquela história pertence a tal Entidade é uma responsabilidade muito grande, para inicio de conversa quem escreve tal história tem ter em mente que a mesma pertence à Entidade que trabalha com ele e não todas as Entidades que carregam o mesmo nome, médiuns diferentes espíritos diferentes.

Vamos falar um pouco deste maravilhoso Caboclo, que de passagem já vos digo que não se trata apenas de uma Entidade e sim de toda enorme Falange que podemos encontrar a serviço de todos os Orixás, que usam o nome deste caboclo, de inicio iremos começar com uma frase muito bonita.

"Você que fala da Umbanda
Não sabe o que a Umbanda é
A Umbanda é força divina
A Umbanda é pra quem tem fé.
A Umbanda é de Preto-Velho
E de Caboclo de pé no chão
A Umbanda é de gente humilde
"Pois a Umbanda é amor e perdão"

Aqui eu não irei contar nenhuma história da Entidade e sim alguns fatores que devemos levar em consideração a respeito deste Caboclo.
A vibração original do Caboclo 7 Flechas é a vibração de Oxossi, porém temos que ter em mente que o Caboclo foi agraciado com 7 flechas em que cada uma representa uma vibração de cada Orixá, tendo assim a incumbência de enviar seus Falangeiros a todas as outras vibrações.

Por este fato é que encontramos Caboclos que usam o nome do seu chefe de legião (Caboclo 7 Flechas), espalhados por todas as 7 Linhas e sub-Linhas da Umbanda, ou seja, em todas as vibrações existentes dentro da Umbanda.
O Caboclo 7 Flechas receberam essas flechas de 7 Orixás, a mando de Oxalá e essas flechas podemos tentar definir cada uma.
- Oxossi colocou uma flecha no seu braço direito, flecha da saúde para que derrame sobre nós os bálsamos curadores.
- Ogum colocou uma flecha no seu braço esquerdo, flecha da defesa para que sejamos defendidos de todas as maldades materiais e espirituais
- Xângo cruzou uma flecha em seu peito, para nos defender das injustiças da humanidade.
- Iansã cruzou uma flecha em suas costas, para nos defender de todas as traições de nossos inimigos.
- Iemanjá colocou uma flecha sobre sua perna direita, para abrir nossos caminhos materiais e na senda da espiritualidade.
- Oxum colocou uma flecha sobre sua perna esquerda, para lavar os nossos caminhos, iluminar os nossos espíritos e nos defender de todas as forças contrárias à vontade de Deus.
- Omulu/Obaluaiê entregou em suas sagradas mãos a flecha da força astral superior, para distribuir à humanidade a Divina força da fé e da verdade.


O Caboclo 7 Flechas
- tem um conhecimento profundo das ervas e das folhas de nossa flora e da flora de outros países
- trabalha na cura
- exímio vencedor de grandes demandas espirituais e como alguns costumam dizer ele é um Caboclo Mandingueiro, ou seja, quebrador de mandingas destinadas a seus filhos e a seus protegidos
- manipulador das energias do Astral e não fica "preso" a nenhuma vibração.
- trabalha dentro de todas as vibrações com os Falangeiros que ele comanda.

Infelizmente alguns de nossos irmãos o confundem com o Caboclo Pena Branca justamente por ele trabalhar em todas as Linhas e em todas as vibrações junto a seus Falangeiros.

Assim também acontece com o Caboclo Pena Branca e seus Falangeiros, mas são Caboclos diferentes, vibrações diferentes e principalmente "ordenanças" diferentes, um tem sua vibração original junto a Oxossi e o outro junto a Oxalá.



Não vá contra a sua consciência, só ela mostra a verdade , ela é a visão clara das coisas que a idolatria pode cegar!Paz profunda!
Amor eterno!

Razão e verdade seja sempre o seu lema!
Assim seja!
(Caboclo 7 Flechas, Do livro: Umbanda é Luz – Wilson T. Rivas)



Alguns Falangeiros do Caboclo 7 Flechas:


7 Flechas Caveira
7 Flechas Douradas
7 Flechas Ligeiras

7 Flechas Douradas
7 Flechas de Angola

7 Flechas da Mata Virgem
7 Flechas de Urucaia
7 Flechas de Aruanda

7 Flechas da Jurema
7 Flechas da Pena Branca
7 Flechas das Montanhas
7 Flechas das Almas
7 Flechas das Matas
7 Flechas da Lua Nova
7 Flechas do Oriente
7 Flechas da pedreira
7 Flechas do Panaiá
7 Flechas de Oxossi
7 Flechas de Ogum
7 Flechas da Lua
7 Flechas Azuis
(..)

Acima apenas alguns Falangeiros que eu conheço, mas com toda certeza existe muitos outros o importante é que já deu para perceber que a Falange do Caboclo das 7 Flechas trabalham em diversas vibrações junto a diversos Orixás.

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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Crianças na Umbanda

Crianças na Umbanda



"A criança é o presente de Deus à família. Cada criança é criada na imagem especial e semelhança de Deus por maiores coisas - amar e ser amado."  Madre Teresa de Calcutá

Por força de expressão, também chamadas de "beijada", "Ibejis", "Erês", "Cosminhos" ou, o que é o mais correto, simplesmente crianças.

Muito temos a aprender com as Crianças na Umbanda, "se todos tivessem olhos de Crianças não haveriam mais guerras", "Se nos permitirmos ser mais crianças, em nosso dia-a-dia, seriamos muito mais alegres", "A pureza das Crianças é cor em nossas vidas", "O Reino dos Céus pertence às Crianças, aos puros de coração", "Quando as Crianças estão em terra tudo vira arco-íris" e etc.


Muitos não conseguem ver a importância dos trabalhos das Crianças, não percebem o quanto elas realizam apenas "brincando" e comendo doces.


Muitas Crianças que incorporam na Umbanda são encantados que nunca encarnaram, outras encarnaram apenas uma vez.

Crianças vibram as forças da natureza de forma sutil, mas de forma intensa, assim umas são das cachoeiras, outras das praias, do mar, das pedreiras, das matas…


Quando incorporadas elas vibram, o tempo todo, a energia encantada do reino a que estão ligadas, basta entrar na sua sintonia infantil, brincando e comendo doces, que acontece toda uma limpeza espiritual.


Energias negativas são absorvidas pelos mistérios que sustentam o trabalho das Crianças pela esquerda e pelo embaixo, enquanto o alto e a direita irradiam a energia que precisamos para nos amparar e mudar nossa visão de mundo.


Muitas vezes queremos que nossa vida mude e esquecemos que se nós não mudamos nosso comportamento a vida também não muda.


Crianças nos ajudam e muito a renovar nossas atitudes, a começar de novo, como uma criança que começa outra vez sua tarefa no plano material.


Crianças estão muito ligadas às cores, ao arco-íris, alegria, desprendimento material e pureza.

Resumindo crianças trabalham e muito, que para elas é uma alegria.


Podemos oferenda-las em praças, parques e cachoeiras, ou um outro local especificado pelas mesmas.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

"Preto-velho" na Cultura Brasileira e na Umbanda

"Preto-velho" na Cultura Brasileira e na Umbanda

por Alexandre Cumino



Pai Antônio foi o primeiro preto-velho a se manifestar na Religião de Umbanda em seu médium Zélio Fernandino de Morais onde se esta­be­leceu a Tenda Nossa Senhora da Piedade. Assim, ele abriu esta "linha" para nossa religião, introduzindo o uso do cachimbo, guias e o culto aos Orixás.


O "Preto-velho" está ligado à cultura religiosa Afro Brasileira em geral e à Umbanda de forma específica, pois dentro da Religião Umbandista este termo identifica um dos elementos for­madores de sua liturgia, representa uma "linha de trabalho", uma "falange de espíritos", todo um grupo de mentores espirituais que se apresentam como negros anciões, ex-escravos, conhecedores dos Orixás Africanos.

São trabalhadores da espiritualidade, com características próprias e coletivas, que valorizam o grupo em detrimento do ego pessoal, ou seja, são simplesmente pretos e pretas velhas com Pai João e Vó Maria, por exemplo.

 
Milhares de Pais João e de Avós Maria, o que mostra um trabalho desper­sonalizado do elemento individual valorizando o elemento coletivo identificado pelo termo genérico "preto-velho". Muitos até dizem "nem tão preto e nem tão velho" ainda assim "preto velho fulano de tal". A falta de informação é a mãe do preconceito, e, no caso do "preto-velho", muitos que são leigos da cultura religiosa Umbandista ou de origem africana desconhecem valor do "preto-velho" dentro das mesmas.


Preto é Cor e Negro é Raça, logo o ter­mo "preto-velho" torna-se característico e com sentido apenas dentro de um contexto, já que fora de tal contexto o termo de uso amplo e irrestrito seria "Negro Velho", "Negro Ancião" ou ainda "Negro de idade avançada" para identificar o homem da raça negra que encontra-se já na "terceira idade" (a melhor idade). Por conta disso alguns sentem-se desconfortáveis em utilizar um termo que à primeira vista pode parecer desrespeitoso ao citar um amável senhor negro, já com suas madeixas brancas, cachimbo e sorriso fácil, por trás do olhar de homem sofrido, que na humildade da subjugação forçada e escrava encontrou a liberdade do espírito sobre a alma, através da sabedoria vinda da Mãe África, na figura de nossos Orixás, vindo ao encontro da imagem e resignação de nosso senhor Jesus Cristo.

Alguns preferem chamá-los apenas de "Pais Velhos" o que é bonito ao ressaltar a paternidade, mas ao mesmo tempo oculta a raça que no caso é motivo de orgulho. São eles que souberam passar por uma vida de escravidão com honra e nobreza de caráter, mais um motivo de orgulho em se auto-afirmar "nêgo véio" e ex-escravo; talvez assim se mantenham para que nunca nos esqueçamos que em qualquer situação temos ainda oportunidade de evoluir. Quanto mais adversa maior a oportunidade de dar o testemunho de nossa fé.

O "preto-velho" é um ícone da Umbanda, resumindo em si boa parte da filosofia umbandista. Assim, os espíritos desencarnados de ex-escravos se identificam e muitos outros que não foram escravos, nesta condição, assim se apresentam também em homenagem a eles, por tê-los como Mestres no astral.


No imaginário popular, por falta de informação ou por má fé de alguns formadores de opinião, a imagem do "preto-velho" pode estar associada por alguns a uma visão preconceituosa, há ainda os que se assustam " com estas coisas" pois não sabem que a Umbanda é uma religião e como tal tem a única proposta de nos religar a Deus, manifestando o espírito para a caridade e desenvolvendo o sentimento de amor ao próximo. Não existe uma Umbanda "boa" e uma Umbanda "ruim", existe sim única e exclusivamente uma única Umbanda que faz o bem, caso contrário não é Umbanda e assim é com os "Preto-velhos", todos fazem o bem sem olhar a quem, caso con­trário não é de fato um "preto-velho", pode ser alguém disfarçado de "velho-negro", o "preto velho" trabalha única e exclusivamente para a caridade espiritual.


São espíritos que se apresentam des­ta forma e que sabem que em essência não temos raça nem cor, a cada encarnação, temos uma experiência diferente. Os pretos velhos trazem consigo o "mistério ancião", pois não basta ter a forma de um velho, antes, precisam ser espíritos amadurecidos e reconhecidos como irmãos mais velhos na senda evolutiva.


Quanto menos valor se dá a forma, mais valor se dá à mensagem, e "preto-velho" fala devagar, bem baixinho; quando assim se pronuncia, todos se aquietam para ouví-lo, parece-nos ouvir na língua Yorubá a palavra "Atotô", saudação a Obaluayê que quer dizer exatamente isso: "silêncio".


Nas culturas antigas o "velho" era sempre respeitado e ouvido como fonte viva do conhecimento ancestral. Hoje ainda vemos este costume nas culturas indígenas e ciganas. Algumas tradições religiosas man­têm esta postura frente o sacerdote mais velho, trata-se de uma herança cultural religiosa tão antiga quanto nossa memória ou nossa história pode ir buscar, tão antigos também são alguns dos pretos velhos que se manifestam na Umbanda.


Muitos já estão fora do ciclo reencarnacionista, estão libertos do karma, já desvendaram o manto da ilusão da carne que nos cobre com paixões e apegos que inexoravelmente ficarão para trás no caminho evolutivo.


Por tudo isso e muito mais, no dia 13 de Maio, dia da libertação dos es­cravos eu os saúdo: "Salve os Pretos Velhos! Salve as Pretas Velhas! Adorei as Almas! Salve nosso Amado Pai Obaluayê, Atotô meu Pai! Salve nossa Amada Mãe Nanã Buroquê, Saluba Nana!"


Usamos para eles velas brancas ou bicolores, metade preta e metade branca, tomam café e fumam cachimbo.


Fonte: Jornal de Umbanda Sagrada.

Iansã

Iansã   :: Adília Belotti ::


É vista quando há vento e grande vaga


Ela faz o ninho no rolar da fúria


E voa firma e certa como bala.


As suas asas empresta à tempestade


Quando os leões do mar rugem nas grutas


Sobre os abismos passa e vai em frente


Ela não busca a rocha, o cabo, o cais


Mas faz da insegurança sua força


E do risco de morrer seu alimento


Por isso me parece imagem justa


Para quem vive e canta no mau tempo".


Uma ave, uma mulher, ou todas as mulheres que vivem e cantam no mau tempo.


A história de Iansã Oiá, literalmente, "aquela que rasga", e que eu reconto aqui é para elas:


Iansã Oiá tinha um pai adotivo e vivia com ele na mata.


Ele era o maior de todos os caçadores.


Um dia, morreu e deixou Oiá muito triste.


Ela decidiu que queria fazer uma homenagem para o pai.


Embrulhou seus pertences de caça num pano, preparou suas iguarias favoritas.


E dançou e cantou por sete dias, espalhando seu vento por toda parte e fazendo vir todos os caçadores da terra.


Na sétima noite, embrenhou-se na mata e depositou ao pé de uma árvore sagrada os pertences de seu pai.


Olorum, que sempre vê tudo, ficou comovido.


Fez da jovem Iansã guia dos mortos no caminho sagrado, Orum Aiê e mãe dos espaços dos espíritos.


Fez de seu pai, Odulecê, um orixá.


E do gesto de Oiá, o ritual ao qual todos os mortos têm direito: comidas, cantos, danças e um espaço sagrado...


Iansã teve muitos homens e de cada um ganhou uma coisa importante:


De Ogum, o ferreiro divino, ganhou nove filhos e o direito de usar a espada para defender-se e defender os outros;


De Oxaguiã, o jovem construtor, ganhou um escudo para proteger-se dos inimigos;


De Exu, o mensageiro, ganhou o direito de usar a magia e o poder do fogo para realizar desejos;


De Oxóssi, o caçador, ganhou o saber da caça para alimentar seus filhos;


De Logun Edé, o senhor das matas, ganhou o direito de tirar das cachoeiras os frutos d' água para seus filhos;


Com Xangô, o juiz, viveu o resto da vida e ganhou dele o poder do encantamento, o posto da justiça e o domínio dos raios.
Um dia, houve uma festa, todos os orixás estavam presentes.


Omulu-Obaluaê, o temido orixá das doenças, chegou vestido de palha. Ninguém o reconheceu e nenhuma mulher quis dançar com ele.


Mas eis que, de repente, Oiá-Iansã entra na roda e atrave-se a dançar com o Senhor da Terra.


E tanto girava que levantou o vento, e o vento descobriu a palha de Omulu.


Todos puderam ver o quanto ele era belo.


E o reverenciaram.


Ele ficou tão grato que fez de Oiá a rainha dos espíritos dos mortos, Oiá Igbalé, a condutora dos eguns, os espíritos dos mortos).


E ela dançou de alegria a sua dança que convoca o vento.


As filhas de Iansã devem ser assim, apaixonadas, amantes dos temporais, amazonas de ventanias...


Leia mais histórias dos orixás no livro "Mitologia dos Orixás", de Reginaldo Prandi.

Caboclo na Umbanda

O Caboclo na Umbanda é, em sua maioria, o indígena desencarnado que, depois de centenas de anos no plano astral, estacionado perto da crosta terrestre, resolve abraçar o novo movimento religioso de Umbanda.


Benévolo para com as minorias sofridas e abandonadas, este movimento oferece-lhe um espaço de atuação digna, consoante sua cultura, seu modo vivencia e, milagrosamente, segundo a sua índole, possibilidade de voltar às suas origens da vida física: falar, dançar, cantar, pescar, caçar, bradar, espernear, comer, fazer amigos, embora haja uma única limitação – "montar" – num "cavalo"humano, numa criatura encarnada quase sempre diferente moral e fisicamente dele.

Mas... vá lá ! Afinal, fumar, beber, ajudar aos civilizados, adorar os Orixás que se manifestam na natureza, em todos os sentidos, compensa em muito a sua integração; principalmente com os Orixás Oxossi, Ossain e com as almas dos Pretos-Velhos, Boiadeiros, Crianças e Exus, com quem se acamarada. Extasiado fica quando falam de Oxalá, um Orixá de ternura e muito amor.


O nosso indígena foi estigmatizado como pessoa indolente, somente porque não se curvou à escravidão imposta pelo colonizador civil e religioso que se apossou da sua terra reduzindo-o a um paria da sociedade.


Hoje, os Caboclos nada tem a ensinar aos "brancos"; apenas mostram o que são: altivos, sinceros, leais, autênticos e decididos, sempre a cooperar.

A esperança maior é, um dia (quem sabe?), repousar nas suas redes, no regaço do Cacique Maior, que é o Senhor Tupã, Olorun ou Zambi, Pai de todos os Orixás.


Os Caboclos que se apresentam na Umbanda são nativos – indígenas.

Passados esses 500 anos, já se aculturaram no plano astral embora uma minoria se tenha "civilizado".

Grande parte deles ainda fala mal o português e, até em sua maioria, já esqueceram a língua de origem.


Na aceitação da nova religião, os Caboclos – milhares deles – logo se mudam para uma localidade chamada Aruanda e fundam ali aldeias, aceitam até participar com seus pajés e morubixabas do governo da mágica cidade do astral, berço da religião de Umbanda.


Não se pode deixar de esclarecer que grande parte dos Caboclos de Umbanda são também criaturas mestiças (filhos de índios com brancos) que, desencarnadas, seguiram seus ancestrais na onda de relacionamento com o povo brasileiro contemporâneo.


Relação médium-guia: os Caboclos são pródigos em desculpar os erros do próprio "cavalo", mas ficam ressentidos quando os mesmos não procuram renovar-se moralmente.

Quando aos médiuns, agradam aos amigos astrais usando suas roupas e enfeites preferidos.

Tanto os médiuns quanto os fiéis aprendem com essas criaturas rudes, através da exemplificação, o que é ser companheiro, corajoso, leal e, sobretudo, o desapego das coisas materiais.


Força da natureza: são naturais cultores da floresta.


Expressão: altivos, sinceros, leais, autênticos, cooperativos, corajosos, desprendidos, companheiros.


Data comemorativa: de acordo com a vontade do Caboclo-chefe da Tenda.

É comum, no entanto, sua participação alegre e festiva nas comemorações da segunda quinzena de janeiro, dedicada aos Orixá Oxossi e também no dia 2 de julho, quando, no Estado da Bahia, acontece o Dia do Caboclo.


Composição: estão unidos pela própria descendência, embora formem agrupamentos mesclados de outras tribos, quando em trabalhos especiais no físico e no astral.


Hierarquia: são obedientes e colaboram intensamente com o Caboclo, Boiadeiros ou Preto-Velho, Chefe do Templo.


Saudação: "Okê Caboclo ! Okê Caboclo ! Okê Caboclo !" ".

A saudação é executada corporalmente, encostando energeticamente o ombro direito da entidade mo ombro direito do consulente; depois o ombro esquerdo bate também no ombro esquerdo do encarnado.

O gesto é um tanto brusco e rígido.

Logo depois, a entidades bate vigorosamente no próprio peito (do médium naturalmente), saudando o Caboclo-Chefe do Terreiro, a entidade chefe do Templo, o Orixá Oxossi ou até si mesmo: "Salve o Caboclo Pena Branca, Cobra Coral" ou o nome que tenha. É assim que se dá conhecer aos circunstantes.


Pontos cantados: existem mais de 300 pontos cantados. Dividem-se e dois tipos: pontos-de-raiz e pontos elaborados por ogãs compositores.

O ponto-de-raiz é trazido pelas próprias entidades que procuram ensinar aos fiéis, que anotam e posteriormente gravam a prece cantada, sempre um misto de advertência, agradecimento, ameaça e recado subliminar.

Daí se dizer que esse pontos cantados têm seu lado esotérico; e realmente têm.


Pontos riscados: são diversos de acordo com a tribo, falange ou agrupamento.


Indumentária: normalmente, usam a roupa branca de Umbanda. Para agradar o Caboclo, o médium pode pintar o rosto e usar cocares, arco e flecha, borduna etc.


Local preferido: Matas arredores afastados dos centros urbanos.


Cor: variada; predomina o verde.


Cor da guia: os caboclos preparam suas próprias guias (colares), feita de sementes, dentes de boi, de cobra e de outros animais. Usam sumo de ervas para um breve amaci nas contas (vinte e quatro horas), defumam com fumaça de seus charutos e depois entregam ao "cavalo", para que ele use nas giras das almas. Também usam correntes de aço e até cascas de árvores. Manuseiam as contas assiduamente (para magnetização) e as exibem orgulhosas pelo valor que as mesmas possuem na defesa contra maus fluidos e conseqüente proteção de seu protegido.


Ervas utilizadas: desde 1908,as plantas sempre foram empregadas mediunicamente pelos Caboclos e Pretos-Velhos para a cura de várias doenças. Nos dias de hoje , a fitoterapia possui o reconhecimento da medicina acadêmica como sendo de grande valor na flora brasileira. Aconselhamos a leitura de livros especializados no assunto.


Flores: Caboclos e Caboclas preferem as que estão plantadas. Quanto às folhas, gosta,m imensamente de vê-las espalhadas pelo chão do Terreiro em datas festivas.


Frutos: de preferência de cada entidade.


Mineral: Nenhum em especial


Planeta: O sol, a lua e as estrelas.


Dia da semana: nenhum em especial.


Comidas secas: abóbora tipo moranga, coco inteiro ou em pedaços, milho verde e vários frutos, sempre untados em mel.


Bebidas: vinho moscatel, garapa, aluá e água.

ORAÇÃO AOS PRETOS VELHOS

ORAÇÃO AOS PRETOS VELHOS

"Preto Velho


Carreteiro de Oxalá


Bastão bendito de Zâmbi


Mensageiro de Obatalá






Meu pensamento eleva se ao teu espírito e peço Agô.


Que tuas guias sejam o farol que norteie minha vida,


Que vossa pemba trace o caminho certo para todos os meus atos,


Que vossas palavras, tão cheias de compreensão e bondade, iluminem minha mente e meu coração,


Que teu cajado me ampare em meus tropeços.






Ontem te curvastes aos senhores...


Hoje, ajoelho me aos teus pés pedindo que intercedas junto a Oxalá por mim e por todos que neste momento clamam por vós.


Maleme e paz sobre meu lar e que a luz divina de Obatalá se estenda pelo mundo,


E que o grito de todos os orixás sejam o sinal de vitória sobre todas as demandas de minha vida.


Maleme as almas.


Maleme para todos os meus inimigos, para que saiam do negrume da vingança


E encontrem fonte fecunda e clara do amor e caridade."

EVITANDO OBSESSÕES

EVITANDO OBSESSÕES - André Luiz

Não deixe de sonhar, mas enfrente as suas realidades no cotidiano.


Reduza suas queixas ao mínimo, quando não possa dominá-las de todo.


Fale tranqüilizando a quem ouve.


Deixe que os outros vivam a existência deles, tanto quanto você deseja viver a existência que Deus lhe deu.


Não descreia do poder do trabalho.


Nunca admita que o bem possa ser praticado sem dificuldade.


Cultive a perseverança, na direção do melhor, jamais a teimosia em pontos de vista.


Aceite suas desilusões com realismo, extraindo delas o valor da experiência, sem perder tempo com lamentações improdutivas.


Convença-se de que você somente solucionará os seus problemas se não fugir deles.


Recorde que decepções, embaraços, desenganos e provações são marcos no caminho de todos e que, por isso mesmo, para evitar o próprio enfaixamento na obsessão o que importa não é o sofrimento que nos visite e sim a nossa reação pessoal diante dele.


Do livro "Paz e Renovação", pelo Espírito André Luiz, Francisco C. Xavier)