sexta-feira, 13 de maio de 2011

DIA 12 DE MAIO - SALVE OS PRETOS VELHOS

PRETOS VELHOS
As correntes de Pretos Velhos são esplendorosas.

Eles representam todos os espíritos de humildade, de serenidade e de paciência que devemos ter sempre em mente para que possamos evoluir espiritualmente.

Eles chegaram ao Brasil, como escravos, sendo traficados pelos feitores que escolhiam para venda os jovens e os mais fortes.



Os Pretos Velhos, formam uma Falange ou Linha de Almas, pois são originários dos escravos no cativeiro, onde viviam amontoados em senzalas, alimentando-se sempre de restos das comidas dos brancos, sendo submetidos às condições desumanas e implacáveis de trabalho forçado, sofrendo atrocidades e torturas de todas as formas, sendo que somente os mais fortes sobreviviam.

Apesar de tudo, estes povos renegados pela sorte, trouxeram dentro de suas entranhas e espírito, a ciência e a sabedoria de seus ancestrais, empregando seus dotes no uso das ervas, plantas, raízes e tudo ou mais que estava disponível no lugar, encontrado na natureza.

Mesmo contando com a religião, suas cerimônias e cânticos, esses homens humanamente, não poderiam resistir à erosão que o grande mestre, o tempo, produz sobre o invólucro carnal, como todos os mortais.

Mas a mente não envelhece, apenas amadurece.

Para a prática dos cultos, que logicamente era escondida na senzala, pois seus donos, os senhores feudais, eram católicos extremistas (pela suas tradições trazidas da Europa - Portugal), obrigavam os escravos a aprender sua religião e adorar seus santos.

Este fato agredia mais ainda sua subjugada capacidade de reação, para eles poderem praticar o culto trazido de seus ancestrais, nas senzalas onde faziam as ocultas, e para amenizar suspeitas, nomeavam seus Deuses Orixás, com nomes dos santos católicos, que mais se pareciam.

O tempo passa o trabalho de sol a sol, degrada esta gente negra aniquilando-os. O final desta jornada é a morte física, carnal, onde se encerra neste planeta Terra sua missão.



Porém, eles voltaram, agora com uma missão diferente, onde eles precisavam evoluir ainda mais no outro plano, que é o espiritual, bem como, ajudar aos aqui encarnados a evoluírem.

Os Pretos Velhos, têm uma característica muito própria de linguajar, quando de sua incorporação em um médium, com uma forma envergada, sob o peso dos anos de existência em vida na terra, senta-se com a dificuldade das juntas enrijecidas e os músculos fatigados num pequeno banco de madeira, que lembra o antigo toco que havia nas senzalas.

Os Pretos Velhos ainda fumam cachimbo de barro ou de madeira rudimentar, falando com os visitantes e filhos, usando um linguajar comum aos escravos que não falavam bem o português.

 
Com seus cachimbos, fala pausada, tranquilidade nos gestos, eles escutam e ajudam àqueles que necessitam independentes de sua cor, idade, sexo, raça e de religião.

 
E assim são os Pretos Velhos da Umbanda.

Eles representam a força, a resignação, a sabedoria, o amor e a caridade. São um ponto de referência para todos que necessitam da cura, dos ensinamentos, dos caminhos para pessoas e, também para espíritos sem luz.

Não se engane, por trás desta simplicidade, humildade e bondade de um Preto Velho, reside um espírito de grande sabedoria e evolução espiritual.




Salve a todos os Pretos Velhos, que Deus os ilumine e os abençoem. A todos os que trabalham nesse mundo, e no outro plano com muito Amor.






ORAÇÃO DOS PRETOS VELHOS

"Senhor, Nosso Pai, que sois o Poder, a Bondade, a Misericórdia, olhai por aqueles que acreditam em Vós e esperam por vossa bondade, poder e misericórdia. Dai Pai, aos que vacilam ao Vosso Poder, na Vossa Misericórdia e Bondade, a clareza de pensamento e abri-lhes, Senhor, os olhos para que pratique sempre o bem, a caridade para com os outros dentro da humildade de Vossa Sabedoria, reconhecendo assim a Vossa Existência, Poder e Misericórdia, bem como, o Vosso Reino. Senhor perdoa aqueles que a escuridão ainda não deixou ver os erros cometidos na sua passagem terrena. Dai Senhor, àqueles que sofrem, a luz de Seu imenso Amor e da Sua Sabedoria. Que a sua luz nos ilumine neste mundo e em outros que ainda desconhecemos, e em todos os lugares por onde passarmos nos proteja. Oh! Meu Pai Santíssimo! A nós pecadores, aceita o nosso arrependimento dos erros que temos cometido. Pai, pela sua sagrada bondade e paixão, consenti que caminhe até vós pelo caminho da perfeição. Dai Senhor, orientação perfeita no caminho da virtude, único caminho pelo qual devemos trilhar. Misericórdia aos nossos inimigos. Perdão a todos os nossos erros, e que Vossa Bondade não nos falte hoje e sempre... Amém".




Fonte: IRMANDADE ESPÍRITA DE UMBANDA SÃO JORGE

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Os Sete Reinos Sagrados

Cada Orixá tem suas características e responsabilidades espirituais e que participaram no processo de formação do planeta Terra.

A ciência afirma que no principio da formação do planeta ele era formado por uma massa de alta temperatura semelhante ao magma.


Podemos exemplificar dizendo que era uma esfera de alta temperatura e que foi aos poucos esfriando.


Chamamos esta primeira fase da evolução planetária de fase do fogo devido a semelhança com o elemento fogo, na doutrina chamamos de REINO DO FOGO.


Neste momento da criação/evolução planetária alguns Orixás atuaram.


Definimos como orixá regente, aquele que possui mais semelhança e afinidade com as vibrações do reino. Também é aquele orixá mais conhecido dentro da cultura religiosa umbandista.


O REINO DO FOGO é regido pelo orixá OGUM, o que abre os caminhos, o que vai na frente, o manipulador do fogo (da forja), da fundição, o guerreiro, aquele que possui um alto poder de destruição (semelhante ao fogo).


Na seqüência evolutiva o planeta começou a se resfriar, formando em sua superfície a crosta Terrestre, as rochas e demais estruturas sólidas.


Outros Orixás vieram atuar nesta fase, naturalmente orixás que manipulavam a energia apropriada deste período evolutivo.


Este período é chamado de REINO DA TERRA pela semelhança com o elemento terra, o orixá regente é XANGÔ o senhor das pedreiras e das leis.


No processo evolutivo do nosso planeta, a ciência afirma que devido a grande atividade vulcânica, decorrido alguns milhões de anos formou-se ao redor do planeta a primeira atmosfera, formada por vários gases e bem diferente da atual atmosfera.


Foi um período marcado por uma grande atividade de raios.


Esta fase evolutiva é chamada de REINO DO AR pela semelhança com o elemento ar.


O orixá regente é IANSÃ a rainha das ventanias e tempestades.


Após bilhões de anos outros orixás vieram atuar na formação do planeta e surge em sua superfície a ÁGUA.


É nesta fase que surge no planeta os primeiros seres vivos, é dentro da água que a vida brota.


O orixá regente é nossa mãe IEMANJÁ a rainha do mar, a senhora das águas, a GRANDE MÃE.


Com o passar dos anos, e estas informações são embasadas pelo estudo científico, surge no planeta as florestas, e dentro destas florestas aparecem os primeiros insetos e os primeiros animais.


O orixá regente deste reino é nosso pai OXOSSI, o senhor das matas, o caçador.


Bilhões de anos se passaram e surge na superfície do planeta o HOMEM.


Este período é chamado, para efeito de didático, de REINO DA HUMANIDADE.


O orixá regente é OXALÁ, o grande PAI, o responsável pela criação dos homens na mitologia africana.


Já apresentamos seis reinos e agora vamos conhecer o último reino, o REINO DAS ALMAS.


O REINO DAS ALMAS, é o mundo espiritual que envolve o planeta, é a morada dos espíritos, é o reino dos velhos, é a sabedoria, é o último reino, é para onde caminhamos, é o destino de todos os mortais.


O orixá regente deste reino é OMULU, o senhor das doenças e da saúde, o senhor da morte e da vida, o responsável pelos cemitérios.


Resumo:


REINO - REGENTE - COR - ELEMENTO MAGÍSTICO


Fogo - Ogum - Vermelho - Velas, cores


Terra - Xangô - Marrom - Pedras, sinais gráficos

Ar - Iansã - Amarelo - Música, essências

Água - Iemanjá - Azul Claro - Bebidas, banhos

Matas - Oxossi - Verde - Ervas, plantas, frutas, animais

Humanidade - Oxalá - Branco - As pessoas, Médiuns, Ogãs etc..


Almas - Omulu - Preto - Os espíritos


Estes sete reinos dão existência a sete tipos diferentes de vibrações, que manipuladas adequadamente se constituem na MAGIA DOS SETE REINOS SAGRADOS.


Também é a partir destas sete vibrações que são universais, ou seja, existentes em todos os rincões do universo, que os seres espirituais atuam e se manifestam na realidade do mundo material.


Estas sete vibrações são básicas, únicas, primárias, mas sua manifestação na realidade é múltipla, ou seja, todas se manifestam em conjunto, mas de forma variada, com diferentes gradações e intensidades diferentes.


São estas diferentes gradações e intensidades que revelam a realidade material e espiritual que conhecemos (e ainda iremos conhecer).

Qualquer objeto material sempre estará submetido a estas sete vibrações primordiais, independente de sua natureza, podendo em algumas situações especiais possuir uma grande afinidade vibracional com determinado tipo de vibração.


Neste caso dizemos que aquele elemento pertence a determinado reino ou Orixá.


Embora seja uma tarefa muito difícil identificar a vibração primordial de todos os elementos da natureza, ou quase impossível em alguns casos, podemos exemplificar para melhor entendimento:

A esmeralda é uma pedra verde, por ser uma pedra sua vibração principal é do reino da Terra, mas por ter uma cor verde tem forte ligação com a vibração do reino das matas.


Um rubi é uma pedra vermelha, da mesma maneira que explicamos no parágrafo anterior, por ser uma pedra pertence ao reino da Terra, mas por ter uma cor vermelha tem forte ligação com o reino do fogo.


Se fossemos utilizar estes elementos na manipulação energética, na magia dos sete reinos sagrados, utilizaríamos ambas para ativar as vibrações do reino da Terra, ou poderíamos utilizar a esmeralda para ativar as qualidades associadas da vibração da Terra e das Matas e o Rubi nas vibrações associadas da Terra e do Fogo.


É da mesma maneira que utilizamos, por exemplo, as velas:


Vela vermelha: ativamos a vibração do fogo associada a vibração do reino do fogo, a vela vermelha intensifica a vibração do reino do fogo. Dizemos popularmente que é a vela utilizada para Orixá Ogum.


Vela Marrom: ativamos a vibração do fogo associada a vibração do reino da Terra. A vela marrom intensifica a vibração do reino da Terra. Dizemos exotericamente que é a vela utilizada para Xangô.


Vela Amarela: ativamos a vibração do fogo associada a vibração do reino do ar. A vela amarela intensifica a vibração do reino do Ar. É comum dizermos que a vela amarela é utilizada para o Orixá Iansã.


Vela Azul Claro: ativamos a vibração do fogo associada a vibração do reino da água. A vela azul claro intensifica a vibração do reino da água. É comum ouvirmos falar que a vela azul claro é utilizada para oferendas para Iemanjá.


Aqui abrimos um parêntesis para comentarmos sobre os outros Orixás. A doutrina não limita a quantidade de orixás, mas apresenta o que chamamos de ORIXÁS REGENTES.


No caso do reino da água podemos também atuar, se necessário, com outras vibrações (orixás) existentes no reino.

Por exemplo: Para Oxum utilizamos vela azul escuro, água doce, normalmente em pequenas quedas de água ou pequenos riachos, onde a água escoa suavemente e delicadamente.


No caso de Nanã utilizamos a vela Roxa, normalmente águas paradas, lodo, barro etc...


Observamos que a cor das três mães são tonalidades, ou possuem alguma semelhança com o azul: Iemanjá - Azul Claro; Oxum- Azul escuro e Nanã -Roxo (ou violeta)


Continuando com as velas,


Vela Verde: ativamos a vibração do fogo associada a vibração do reino das matas. A vela verde intensifica a vibração do reino das matas. Costumamos ouvir dizer que a vela verde deve ser utilizada para oferenda de Oxossi.


Vela branca: ativamos a vibração do fogo associada a vibração do reino da humanidade. A vela branca intensifica a vibração do reino da Humanidade que é regido por Oxalá. É comum ouvirmos que a vela branca deve ser utilizada para oferendas a Oxalá.


Vela Preta: ativamos a vibração do fogo associada ao reino das almas. A vela preta intensifica a vibração do reino das Almas. É comum ouvir dizer que vElas pretas são utilizadas para Omulu. A vela na cor preta, quando é necessário ativar as vibrações do reino das almas.

Em alguns Terreiros a vela é associada aos Exus, neste caso devido aos Exus ligados a Calunga (cemitério).


Para Omulu alguns Terreiros utilizam velas nas cores preto-amarelo, neste caso ligando a vibração do reino do Ar, regente Iansã (que tem poder sobre os eguns) e a vibração do reino das almas regido por Omulu cemitérios.


Também é utilizado, em alguns terreiros, as cores branco-preto para Omulu, associando a vibração do reino da Humanidade cujo regente é Oxalá ao reino das Almas cujo regente é Omulu. (Em nossa doutrina Omulu e Obaluaê são manifestações semelhantes)


Neste último caso é ativada a força do fogo, para as vibrações de FÉ + MAGIA que são algumas das vibrações do reino de Oxalá e Omulu (Humanidade e Almas) respectivamente.


Em alguns Terreiros, utilizam as cores branco/preto, nas guias utilizadas para os Pretos-Velhos, que em nosso caso, á a linha de trabalho que representa o reino das almas, lembrando que o reino das almas é o último reino, e representa também a velhice, a sabedoria, a magia e a espiritualidade.


As cores brancas e pretas neste caso podem representar FÉ+SABEDORIA ou FÉ+MAGIA etc...


Resumindo:

O fogo representa, entre outros tipos de vibrações, a força, a iniciativa e a destruição.

 VELA VERMELHA -Quando desejamos fortalecer a iniciativa



VELA MARROM -Quando precisamos fortalecer a justiça, ou destruir as limitações


VELA AMARELA -Quando precisamos dinamizar a expansão de alguma coisa


VELA AZUL -Quando queremos fortalecer o amor


VELA VERDE -Quando necessitamos fortalecer a individualidade


VELA BRANCA -Quando queremos fortalecer nossa fé


VELA PRETA -Quando precisamos destruir magias negativas


A quantidade de velas, as cores utilizadas, a disposição das velas e os demais elementos utilizados no ritual influenciam nos resultados desejados.


Em qualquer ato de manipulação vibracional, procuramos sempre utilizar juntos elementos dos sete reinos sagrados.

Núcleo Mata Verde

CONDUTA

CONDUTA MORAL, ESPIRITUAL E FÍSICA DOS MÉDIUNS DENTRO DA CORRENTE ASTRAL DE UMBANDA.

 
1 - Manter dentro e fora da Tenda, isto é, na sua vida espiritual ou religiosa particular, conduta irrepreensível, de modo a não suscitar críticas, pois qualquer deslize neste sentido ira refletir na sua Tenda e mesmo na Umbanda, de modo geral.

 
2 - Procurar instruir-se nos assuntos espirituais elevados, lendo livros indicados pela Direção Espiritual do Terreiro, bem como assistindo palestras nesse sentido.



3 - Conservar sua saúde psíquica, vigiando constantemente, o aspecto moral.

 
4 - Não julgar que seu protetor ou sua entidade é o mais forte, o mais sabido, muito mais "tudo" que o do seus irmão, médium também.

 
5 - Não viva querendo impor seus dons mediúnicos, contando, com insistência, os feitos de seus guias ou protetores. Lembre-se de que tudo isso pode ser problemático e transitório e não esqueça de que você pode ser testado por outrem e toda essa conversa vaidosa ruir fragorosamente.


6 - Dê paz a seu protetor no astral, deixando de falar tanto no seu nome, isto é, vibrando constantemente nele. Assim, você está se fanatizando e "aborrecendo" a entidade. Fique certo de que, se ele, o seu protetor, tiver "ordens e direitos de trabalho" sobre você, poderá até discipliná-lo, cassando-lhe as ligações mediúnicas e mesmo infringindo-lhe castigos materiais, orgânicos, financeiros etc. Se você for desses que, além de tudo isso, ainda comete erros em nome de sua entidade protetora...


7 - Quando for para a sua sessão, não vá aborrecido e quando chegar lá, não procure conversas fúteis. Recolha-se a seus pensamentos de paz, fé e caridade pura para com o próximo.


8 - Lembre-se sempre de que sendo você um médium considerado "pronto" ou em desenvolvimento, é de sua conveniência tomar banhos de descargas ou propiciatório determinados por seu guia ou protetor, se for médium em desenvolvimento, procure saber quais os banhos e defumadores mais indicados, que poderá ser dado pela direção do terreiro.


9 - Não use guias ou colares de qualquer natureza sem ordens comprovada de sua entidade protetora responsável direta e testadas no terreiro.


10 - Não se preocupe em saber o nome do seu guia ou protetor antes que ele julgue necessário e por seu próprio intermédio. É de toda conveniência também para você, não tentar reproduzir, de maneira alguma, qualquer ponto riscado que tenha impressionado dessa ou daquela forma.


11 - Não mantenha convivência com pessoas más, viciosas maldizentes etc...


Isto é importante para o equilíbrio de sua aura e dos seus próprios pensamentos. Tolerar a ignorância não é compartilhar delas...


12 - Acostume-se a fazer todo o bem que puder, sem visar as recompensas.


13 - Tenha ânimo forte através de qualquer prova ou sofrimento. Aprenda a esperar e confiar...


14 - Não tema a ninguém, pois o medo é prova de que você está em débito com sua consciência.


15 - Lembre-se sempre de que todos nós erramos, pois o erro é da condição humana e, portanto ligado a dor, a sofrimentos vários e, conseqüentemente, às lições, com suas experiências... Sem dor, sofrimento, lições e experiências não há Karma, não há humanização nem polimento íntimo. O importante é que não se erre mais. Ou não cometer os mesmos erros.


16 - Zele por sua saúde física, com uma alimentação racional e equilibrada


17 - Não abuse de carnes, fumo e outros excitantes, principalmente o álcool.


18 - Nos dias de trabalhos, regule a sua alimentação e faça tudo para se encaminhar a sessão espiritual, limpo de corpo e espírito.

19 - Não se esqueça, hipótese alguma, de que não se deve ter relações ou contatos carnais na véspera e no dia dos trabalhos.


20 - Tenha sempre em mente que, para qualquer pessoa, especialmente o médium, os bons espíritos somente assistem com precisão, se verificarem uma boa dose de humildade ou de simplicidade no coração. A vaidade, o orgulho e o egoísmo cavam o túmulo do médium.


21 - Aprenda lentamente a orar confiando em Jesus, o Regente do planeta Terra. Cumpra as ordens ou conselhos de seu Guia ou Protetor. Ele é seu grande amigo e somente trabalha para a sua felicidade.




Extraído do livro: "Mistérios e Praticas na Lei de Umbanda" Autor: W.W da Matta e Silva



OS ORIXÁS E OS SÍTIOS VIBRACIONAIS‏

Os Orixás são aspectos da Divindade, altas vibrações cósmicas que se rebaixam até nós, propiciando a apresentação da vida em todo o Universo.

Cada um dos orixás tem peculiaridades e correspondências próprias na Terra: cor, som, mineral, planta regente, elemento, signo zodiacal, essências, ervas, entre outras afinidades astro-magnéticas que fundamentam a magia na Umbanda por linha vibratória.

Encontraremos nos sítios vibracionais dos orixás sempre os três reinos: animal, vegetal e mineral.

Os sete sítios vibracionais principais são: mar, praia, rio, cachoeira, montanha, pedreira e mata, os quais descrevemos a seguir.

Mar: tudo no mar é movimento. Seu incessante vai e vem é a própria pulsação da vida, com sua expansão e contração, cheia e vazante, levando tudo o que é negativo, transformando- o e devolvendo convertido em positivo. Seu próprio som expressa essa possante e magnífica transformação.

Praia: tem praticamente a mesma composição do mar, sendo condensadora, plasmadora, fertilizante e propriciatória. Faz um potente equilíbrio elétrico, desimpregnando, descarregando excessos e promovendo o equilíbrio da energia interna do indivíduo.

Rio: condutor, fluente, sem ser condensador, faz as energias fluírem, e também vitaliza. É muito importante numa purificação astro-física do indivíduo e na eliminação da energia interno do indivíduo.

Cachoeira: encontramos elementos coesivos das pedras (mineral) e água potencializada na queda da cachoeira, que produzem ou conduzem várias formas de energia. Como as águas fluem num só sentido, purificam, descarregam, vitalizam, equilibram e fortalecem o indivíduo como um todo (no físico-etérico) .

Pedreira: reestrutura a forma, regenera, fixa, condensa, plasma e dá resistência mental, astral e física ao indivíduo.

Mata: condensa prana (energia vital), restabelece a fisiologia orgânica, principalmente a psíquica, fortalece a aura, o campo astral, o eletromagnetismo, a saúde, o mediunismo, plasmando forças sutis.

Montanha: mesmo procedimento acima, havendo predominância dos elementos eólicos.

(Fonte: Umbanda Pé no Chão, pelo Espírito Ramatis – Médium: Norberto Peixoto).

ESPÍRITOS DA NATUREZA

"Vocês só podem alimentar a vossa vida interior tomando consciência de todas as existências que os circundam. Então, quando estiverem no meio da natureza, pensem em se dirigir aos espíritos que moram ali, como também aos Anjos dos quatro elementos.
Digam a eles: "Benditos sejam, Anjos da terra, da água, do ar e do fogo. Ó vocês, fiéis servidores de Deus, benditos sejam! Sejam benditos vocês também, filhos da natureza, espíritos que povoam as grutas, as florestas, as montanhas, os mares, os lagos, os rios, os ventos, as nuvens, o sol".
Fazendo assim, muitas entidades chegarão de todos os lugares, e se apressarão em escutá-los, dizendo entre elas que, finalmente, existe alguém que reconhece a existência delas, e que as abençoa. Elas se regozijam, dançam, cantam, e vocês, em troca, receberão algo que os tornará mais vivos e mais fortes."
(Mikahel Aivanhov)
Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Hoje é Dia de Nossa Senhora dos Navegantes - Iemanjá

Repassando ...

 

Mensagem: Hoje é Dia de Nossa Senhora dos Navegantes - Iemanjá

Nossa Senhora dos Navegantes (Nossa Senhora das Candeias)


Consta que o início da devoção à Nossa Senhora dos Navegantes originou-se na Idade Média por ocasião das Cruzadas, quando os cristãos invocavam a proteção de Maria Santíssima. Sob o título de "Estrela do Mar", rogavam sua proteção os cruzados que faziam a travessia pelo Mar Mediterrâneo em direção à Palestina.


É a padroeira não só dos navegantes, mas também de todos os viajantes. Tal tradição foi mantida entre os marítimos e foi difundida pelos navegadores portugueses e espanhóis, disseminando-se entre os pescadores litorâneos principalmente nas terras colonizadas pela Espanha e Portugal. As conseqüências foram a multiplicação de capelas, igrejas e santuários nas regiões pesqueiras, particularmente no Sul do Brasil, onde a concentração de cidades que a veneram como padroeira é significativamente expressiva.


A estátua de Nossa Senhora dos Navegantes foi trazida pelos portugueses no século XVIII,em uma das viagens feitas de Portugal para o Brasil. O dia do ano dedicado a Nossa Senhora dos Navegantes é 2 de fevereiro.


A designação Nossa Senhora dos Navegantes, originou-se no século XV, com a navegação dos europeus, especialmente dos portugueses.


Aqueles que viajavam, pediam proteção à Nossa Senhora, para retornarem salvos à pátria.


O simbolismo da mulher corajosa e orientadora dos viajantes, fez com que Maria fosse vista como uma eterna vencedora dos inimigos das tempestades.


Costuma-se festejar o dia que lhe é dedicado, com uma grande procissão fluvial no Brasil.


Também conhecida pelos devotos como festa de Nossa Senhora das Candeias é comemorada desde o século IV, substituindo os ritos pré-cristãos da fertilidade.


Candeias são pequenos aparelhos de iluminação, suspensos por um prego, com recipientes de folha-de-flandres, barro, ou outro material, abastecidos com óleo, no qual se embebe uma torcida.


Segundo a lei mosaica, todo filho varão deve ser apresentado no Templo após quarenta dias do seu nascimento, onde a mãe é submetida a um ritual de purificação.Nossa Senhora se submeteu a essa lei, apresentando o menino Jesus no Templo Sagrado.


Esta festividade dos luzeiros foi denominada "Candeias", porque ainda hoje percorre-se o caminho que Maria fez até o Templo. Os fiéis seguem em procissão, levando nas mãos velas acessas.


Nossa Senhora das Candeias é a padroeira dos alfaiates e das costureiras.



Oração a Nossa Senhora dos Navegantes


Ó Nossa Senhora dos Navegantes,


Mãe de Deus,


Criador do céu, da terra, dos rios, dos lagos e dos mares.


Protegei-me em todas as minhas viagens,


Dos ventos, tempestades, borrascas,


Raios e ressacas para que não perturbem minha viagem,


E que nenhum incidente ou imprevisto cause alteração,


Ou atrase a minha viagem,


Nem me desvie da rota traçada.


Virgem Maria,


Senhora dos Navegantes,


Minha vida é uma travessia de um mar turbulento.


As tentações, os fracassos e as desilusões


São ondas impetuosas,


Que ameaçam afundar minha frágil embarcação


No abismo do desânimo e do desespero.


Nossa Senhora dos Navegantes,


Nas horas de perigo eu penso em vós.


O medo desaparece,


O ânimo, a disposição de lutar


E de vencer fortalecem-me.


Com a vossa proteção e a bênção de seu filho.


A embarcação da minha vida há de ancorar segura


E tranqüila no porto da eternidade.


Nossa Senhora dos Navegantes,


Rogai por nós,


Amém.




Iemanjá

Iemanjá (yemanjá), a Rainha do Mar, mãe de quase todos os orixás, é exaltada por negros e brancos. Iemanjá, possui vários nomes: sereia do mar, princesa do mar, rainha do mar, Inaé, Mucunã, Dandalunda, Janaína, Marabô, Princesa de Aiocá, Sereia, Maria, Dona Iemanjá; dependendo de cada região, mas sua origem vem da África. "A Iemanjá brasileira é resultado da miscigenação de elementos europeus, ameríndios e africanos".


"Afrodite brasileira", Iemanjá é a padroeira dos amores e muito solicitada em casos de desafetos, paixões conflituosas, desejos de vinganças, tudo pode ser conseguido caso ela consinta. Iemanjá exerce fascínio nos homens, sua beleza é o esteriótipo da beleza feminina: Longos cabelos negros, feições delicadas, corpo escultural e muito vaidosa.


Têm poderes sobre todos aqueles que entram em seu domínio, o mar. Venerada e respeitada por pescadores e todos aqueles que vivem no mar, pois a vida dessas pessoas estão em suas mãos, segunda a lenda é ela quem decide o destino das pessoas que adentram seu império: enseadas, golfos e baías. Dona de poderes, a tranquilidade do mar ou as tempestades estão sob o seu domínio.


No sincretismo religioso, Iemanjá tem identidade correspondente a outros santos, como na igreja católica é Nossa Senhora de Candeias, Nossa Senhora dos Navegantes, Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora da Piedade e a Virgem Maria.


Em cada lugar do Brasil Iemanjá é festejada, mas as datas diferem de um lugar para outro. No Rio de Janeiro seu culto é festejado no dia 31 de Dezembro, junto à passagem de ano, onde os devotos oferecem oferendas: Velas, espelhos, pentes, flores, sabonetes e perfumes... na esperança de que ela leve todas as tristezas, problemas e aflições para o fundo do mar e traga dias melhores. Na Bahia sua data é comemorada no dia de Nossa Senhora das Candeias, 2 de fevereiro. Venerada nos Candomblés da Bahia, recebe muitas homenagens e oferendas.


Iemanjá também é conhecida como deusa lunar, rege os ciclos da natureza que estão ligados a água e caracteriza a "Mudança", na qual toda mulher é submetida devido a influência dos ciclos da lua.


Mãe de quase todos os órixas, é a deusa da compaixão, do perdão e do amor incondicional.


Casada com Oxalá, Iemanjá é o arquétipo da maternidade. Outras vezes Iemanjá continua bela, mas pode apresentar-se como a Iara, metade mulher, metade peixe, as sereias dos candomblés do caboclo.


Nota: Em Cuba, Yemayá também possui as cores azul e branca, é uma rainha do mar negra, assume o nome cristão de La Virgen de la Regla e faz parte da Santeria como santa padroeira dos portos de Havana.


MITOLOGIA - LENDA (Arthur Ramos)


















Com o casamento de Obatalá, o Céu, com Odudua, a Terra, que se iniciam as peripécias dos deuses africanos. Dessa união nasceram Aganju, a Terra, e Iemanjá (yeye ma ajá = mãe cujos filhos são peixes), a Água. Como em outras antigas mitologias, a terra e a água se unem. Iemanjá desposa o seu irmão Aganju e tem um filho, Orungã.


Orungã, o Édipo africano, representante de um motivo universal, apaixona-se por sua mãe, que procura fugir de seus ímpetos arrebatados. Mas Orungã não pode renunciar àquela paixão insopitável. Aproveita-se, certo dia, da ausência de Aganju, o pai, e decide-se a violentar Iemanjá. Essa foge e põe-se a correr, perseguida por Orungã. Ia esse quase alcançá-la quando Iemanjá cai no chão, de costas e morre. Imediatamente seu corpo começa a dilatar-se. Dos enormes seios brotaram duas correntes de água que se reúnem mais adiante até formar um grande lago. E do ventre desmesurado, que se rompe, nascem os seguintes deuses: Dadá, deus dos vegetais; Xango, deus do trovão; Ogum, deus do ferro e da guerra; Olokum, deus do mar; Oloxá, deusa dos lagos; Oiá, deusa do rio Niger; Oxum, deusa do rio Oxum; Obá, deusa do rio Obá; Orixá Okô, deusa da agricultura; Oxóssi, deus dos caçadores; Oké, deus dos montes; Ajê Xaluga, deus da riqueza; Xapanã (Shankpannã), deus da varíola; Orum, o Sol; Oxu, a Lua.


Os orixás que sobreviveram no Brasil foram: Obatalá (Oxalá), Iemanjá (por extensão, outras deusas-mães) e Xango (por extensão, os outros orixás fálicos).


Com Iemanjá, vieram mais dois orixás yorubanos, Oxum e Anamburucu (Nanamburucu). Em nosso país houve uma forte confluência mítica: com as Deusas-Mães, sereias do paganismo supérstite europeu, as Nossas Senhoras católicas, as iaras ameríndias.


A Lenda tem um simbolismo muito significativo, contando-nos que da reunião de Obatalá e Odudua (fundaram o Aiê, o "mundo em forma"), surgiu uma poderosa energia, ligada desde o princípio ao elemento líquido. Esse Poder ficou conhecido pelo nome de Iemanjá.


Durante os milhões de anos que se seguiram, antigas e novas divindades foram unindo-se à famosa Orixá das águas, como foi o caso de Omolu, que era filho de Nanã, mas foi criado por Iemanjá.


Antes disso, Iemanjá dedicava-se à criação de peixes e ornamentos aquáticos, vivendo em um rio que levava seu nome e banhava as terras da nação de Egbá.


Quando convocada pelos soberanos, Iemanjá foi até o rio Ogun e de lá partiu para o centro de Aiê para receber seu emblema de autoridade: o abebé (leque prateado em forma de peixe com o cabo a partir da cauda), uma insígnia real que lhe conferiu amplo poder de atuar sobre todos os rios, mares, e oceanos e também dos leitos onde as massas de águas se assentam e se acomodam.


Obatalá e Odudua, seus pais, estavam presentes no cerimonial e orgulhosos pela força e vigor da filha, ofereceram para a nova Majestade das Águas, uma jóia de significativo valor: a Lua, um corpo celeste de existência solitária que buscava companhia. Agradecida aos pais, Iemanjá nunca mais retirou de seu dedo mínimo o mágico e resplandecente adorno de quatro faces. A Lua, por sua vez, adorou a companhia real, mas continuou seu caminho, ora crescente, ora minguante..., mas sempre cheia de amor para ofertar.


A bondosa mãe Iemanjá, adorava dar presentes e ofereceu para Oiá o rio Níger com sua embocadura de nove vertentes; para Oxum, dona das minas de ouro, deu o rio Oxum; para Ogum o direito de fazer encantamentos em todas as praias, rios e lagos, apelidando-o de Ogum-Beira-mar, Ogum-Sete-ondas entre outros.


Muitos foram os lagos e rios presenteados pela mãe Iemanjá a seus filhos, mas quanto mais ofertava, mais recebia de volta. Aqui se subtrai o ensinamento de que "é dando que se recebe".


Fonte: Deusa Iemanjá

 
Meu respeito e admiração pela cultura e a crença.

Saudação à Iemanjá, a Rainha do Mar: Odô-fe-iaba! Odô-fe-iaba! Odô-fe-iaba!




Iemanjá


Significado: iya; mãe. Omo; filho. Eja, peixe


Dia da semana: Sábado


Cores: branco e azul (cristal translúcido)


Saudação: O doiá! (odo, rio)


Elemento: água


Domínio: mar, água salgada


Instrumento: abebê (espelho)


Iemanjá é proveniente de uma nação chamada Egbá, na Nigéria, onde existe um rio com o mesmo nome deste orixá.


Ela seria filha de Olokum (mar) e mãe da maioria dos Orixás. Sua cor é branca, associada ao orixá Oxalá e juntos teriam feito a criação do mundo.


Na África, Iemanjá é associada à fertilidade e fecundidade.


Nas danças míticas, seus iniciados imitam o movimento das ondas executando curiosos gestos, ora como se estivessem nadan¬do no mar, abrindo os braços, ora levando as mãos à testa e ele¬vando-as ao céu, indicando as variações das ondas do mar.


Iemanjá segura um leque de metal e um espelho. Tem diversos nomes (ou qualidades) referentes à diversidade e às diferentes profundidades dos trechos do rio "Yemoja".


Iemanjá representa a criação efetivada. O seu leque, chamado abebê, tem em seu centro um recorte, onde surge o desenho de uma sereia. Em outros modelos deste apetrecho, constam a lua e a estrela.


Complacente e pródiga, é responsável pela pescaria farta, além da vida com abundância de alimentos. Ela não lembra a volúpia das sereias das lendas européias ou a Iara dos mitos indígenas, mas é representada e cultuada com muito respeito, pois é a mãe da criação.


Salve Iemanjá, Rainha do Mar...

terça-feira, 30 de novembro de 2010

CABOCLO VENTANIA

Conto essa história narrada pelo próprio espirito de caboclo Ventania; Nome hoje usado por ele em alguns de seus médiuns.

Viveu em sua ultima encarnação como índio sherokee ou (cherokee) em uma vila as margens de um rio. Em cherokee se dava o nome de Tanasi que pela expressão fonética certo inglês assim o traduziu por Tenessee em uma extensão de terra que iria até o rio ocanuofee.

Suas mulheres Indias cuidavam da lavoura,plantação de milho e aboboras,eram bordadeiras por excelência,e tinham o respeito de seus homens que as cultuavam como deusas.

Os indios por sua vez cuidavam da caça de ursos, da pesca ,da espiritualidade e da cura.

Muito inteligentes tinham por habilidade natural entender e ou aprender rapidamente diversas ,linguas de outras tribos,ou mesmo quando da invasão dos europeus as terras americanas ( ingleses , franceses e holandeses).

Ventania era caçador e Shaman de sua tribo,pois aos homens fortes em enfrentar ursos e bisontes ou bisons (uma espécie de Buffalos ) acreditavam eles que os deuses davam a estes caçadores força espiritual para praticar tal bravura.

Os Shamans cherokeses ou yroqueses cuidavam de doenças passavam a receita vinda de seus ancestrais a suas mulheres para manipula-las,pois acreditavam que as mulheres assim como o dom de dar a luz,ao manipular uma receita daria também a energia de cura a quem estava enfermo.

Conversavam com es espiritos e os consultavam para tudo o que faziam,portanto em uma vida primitiva já tinham a essência espiritual em suas veias.

Ventania nos conta que eles já faziam em formas de desenhos suas poesias,amavam a natureza como todo indio em qualquer nação, esta encarnação se deu a 700 anos atrás.

Seu desencarne se deu quando na disputa por seu amor,a tribo tinha por hábito quando uma india era pretendida por dois ou mais indios, eles disputavam em luta.

O perdedor, ou entendia e se convencia da derrota ou pedia para ser morto pelo vencedor,e foi oque aconteceu.

A india em questão iria ser disputada por ele e outro indio que tinha o nome de chuva vermelha por ser muito rápido com flechas onde em suas pontas eram colocadas em chamas,daí o nome de chuva vermelha.

Ao perder a luta Chuva vermelha disse que não 0 mataria; pois o respeitava pelas inúmeras curas,e pelas inúmeras caças que Ventania já havia feito para a aldeia.

Porém, Ventania inconformado com a derrota, pediu que o matasse pois o mundo seria ruim para ele sem a moça.

E foi o que aconteceu.

Com uma machadada na cabeça ele desencarnou.

Por ter pedido sua morte o mesmo se encontrou por longos anos no Umbral,onde somente quando encontrou-se com Balthazar ( nome celestial do espirito de São Jorge na terra )

Este mensageiro do espaço o levou para esferas de evolução onde hoje ele trabalha como espirito de luz.

O nome Ventania foi escolhido por ser mais parecido como Raio de vento que ele teve em sua encarnação.

Raio de vento devido a sua velocidade com que caçava buffalos e veados.

Este é o Caboclo Ventania que conhecemos e adimiramos e a seguir alguns de seus hábitos.


Oferendas para Ventania: Vinho tinto suave suco de milho.


Comida : Tudo a base de milho,abóboras ,camarão Rosa, peixes


Pedras: cascalhos, basaltos , quartzo verde.Flores: Girassol ,Rosas amarelas


Dia de comemoração a Ventania: 21/02


Seu amuleto: sempre a base de pedras ou algo de couro.


Sua imagem: Usa ele um cocar que vai até os pés,com calça de couro de urso,tem em média 1,80 cm de altura,cabelos lisos bem compridos castanhos escuros,pele vermelha cristalina,olhar acolhedor. asim ele se apresenta as muitas pessoas que o vê no astral,onde a narrrativa é sempre a mesma


Em terra Ventania trabalha com desobsessão,cura e aconselhamento .






http://grupoboiadeirorei.blogspot.com/

CABOCLO SETE FLECHAS

Caboclo 7 Flechas



Queridos irmãos Caboclos são entidades iluminadas, são guerreiras por criação, nada se pede aos Caboclos sem ter uma resposta, mas lembre-se esta entidade pede que o filho sempre lute por seus objetivos.

Para falarmos de determinada Entidade temos que levar em consideração diversos pontos, para afirmar então que essa ou aquela história pertence a tal Entidade é uma responsabilidade muito grande, para inicio de conversa quem escreve tal história tem ter em mente que a mesma pertence à Entidade que trabalha com ele e não todas as Entidades que carregam o mesmo nome, médiuns diferentes espíritos diferentes.

Vamos falar um pouco deste maravilhoso Caboclo, que de passagem já vos digo que não se trata apenas de uma Entidade e sim de toda enorme Falange que podemos encontrar a serviço de todos os Orixás, que usam o nome deste caboclo, de inicio iremos começar com uma frase muito bonita.

"Você que fala da Umbanda
Não sabe o que a Umbanda é
A Umbanda é força divina
A Umbanda é pra quem tem fé.
A Umbanda é de Preto-Velho
E de Caboclo de pé no chão
A Umbanda é de gente humilde
"Pois a Umbanda é amor e perdão"

Aqui eu não irei contar nenhuma história da Entidade e sim alguns fatores que devemos levar em consideração a respeito deste Caboclo.
A vibração original do Caboclo 7 Flechas é a vibração de Oxossi, porém temos que ter em mente que o Caboclo foi agraciado com 7 flechas em que cada uma representa uma vibração de cada Orixá, tendo assim a incumbência de enviar seus Falangeiros a todas as outras vibrações.

Por este fato é que encontramos Caboclos que usam o nome do seu chefe de legião (Caboclo 7 Flechas), espalhados por todas as 7 Linhas e sub-Linhas da Umbanda, ou seja, em todas as vibrações existentes dentro da Umbanda.
O Caboclo 7 Flechas receberam essas flechas de 7 Orixás, a mando de Oxalá e essas flechas podemos tentar definir cada uma.
- Oxossi colocou uma flecha no seu braço direito, flecha da saúde para que derrame sobre nós os bálsamos curadores.
- Ogum colocou uma flecha no seu braço esquerdo, flecha da defesa para que sejamos defendidos de todas as maldades materiais e espirituais
- Xângo cruzou uma flecha em seu peito, para nos defender das injustiças da humanidade.
- Iansã cruzou uma flecha em suas costas, para nos defender de todas as traições de nossos inimigos.
- Iemanjá colocou uma flecha sobre sua perna direita, para abrir nossos caminhos materiais e na senda da espiritualidade.
- Oxum colocou uma flecha sobre sua perna esquerda, para lavar os nossos caminhos, iluminar os nossos espíritos e nos defender de todas as forças contrárias à vontade de Deus.
- Omulu/Obaluaiê entregou em suas sagradas mãos a flecha da força astral superior, para distribuir à humanidade a Divina força da fé e da verdade.


O Caboclo 7 Flechas
- tem um conhecimento profundo das ervas e das folhas de nossa flora e da flora de outros países
- trabalha na cura
- exímio vencedor de grandes demandas espirituais e como alguns costumam dizer ele é um Caboclo Mandingueiro, ou seja, quebrador de mandingas destinadas a seus filhos e a seus protegidos
- manipulador das energias do Astral e não fica "preso" a nenhuma vibração.
- trabalha dentro de todas as vibrações com os Falangeiros que ele comanda.

Infelizmente alguns de nossos irmãos o confundem com o Caboclo Pena Branca justamente por ele trabalhar em todas as Linhas e em todas as vibrações junto a seus Falangeiros.

Assim também acontece com o Caboclo Pena Branca e seus Falangeiros, mas são Caboclos diferentes, vibrações diferentes e principalmente "ordenanças" diferentes, um tem sua vibração original junto a Oxossi e o outro junto a Oxalá.



Não vá contra a sua consciência, só ela mostra a verdade , ela é a visão clara das coisas que a idolatria pode cegar!Paz profunda!
Amor eterno!

Razão e verdade seja sempre o seu lema!
Assim seja!
(Caboclo 7 Flechas, Do livro: Umbanda é Luz – Wilson T. Rivas)



Alguns Falangeiros do Caboclo 7 Flechas:


7 Flechas Caveira
7 Flechas Douradas
7 Flechas Ligeiras

7 Flechas Douradas
7 Flechas de Angola

7 Flechas da Mata Virgem
7 Flechas de Urucaia
7 Flechas de Aruanda

7 Flechas da Jurema
7 Flechas da Pena Branca
7 Flechas das Montanhas
7 Flechas das Almas
7 Flechas das Matas
7 Flechas da Lua Nova
7 Flechas do Oriente
7 Flechas da pedreira
7 Flechas do Panaiá
7 Flechas de Oxossi
7 Flechas de Ogum
7 Flechas da Lua
7 Flechas Azuis
(..)

Acima apenas alguns Falangeiros que eu conheço, mas com toda certeza existe muitos outros o importante é que já deu para perceber que a Falange do Caboclo das 7 Flechas trabalham em diversas vibrações junto a diversos Orixás.

http://grupoboiadeirorei.blogspot.com